As eleições estaduais em Santa Catarina em 2026 ocorrerão inicialmente em turno único, a ser realizado em 4 de outubro do referido ano, com objetivo de eleger um governador, um vice-governador, dois senadores, dezesseis deputados federais e quarenta deputados estaduais que serão responsáveis pela administração do estado por um mandato de quatro anos, entre 6 de janeiro de 2027 e 6 de janeiro de 2031. O processo eleitoral de 2026 está marcado pela sucessão para o cargo ocupado por Jorginho Mello (PL), que está apto a disputar um segundo mandato pela lei eleitoral.
Calendário eleitoral Como parte das eleições gerais no Brasil em 2026, as eleições estaduais em Santa Catarina seguem o calendário delas:
Antecedentes Jorginho Mello (PL) foi eleito em 2022 para Governador com 70,69% dos votos, superando no segundo turno o adversário Décio Lima (PT), que obteve 29,31%. Na ocasião, a eleição ainda contou ainda com o fracasso do então governador Carlos Moisés (eleito pelo PSL, à época filiado ao Republicanos) de conseguir a sua reeleição, que não conseguiu chegar ao segundo turno. Durante o governo de Jorginho, iniciado em 2023, ocorreram investimentos em infraestrutura rodoviária, ampliação de programas estaduais e ações voltadas à prevenção de enchentes, incluindo dragagem de rios e reforço da Defesa Civil após episódios recorrentes de chuvas intensas em Santa Catarina. A gestão também implementou o programa Universidade Gratuita, voltado ao acesso ao ensino superior no estado. O governo foi marcado por uma relação politicamente distante com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jorginho Mello realizou críticas públicas à administração federal e houve episódios de tensão institucional, incluindo divergências sobre apoio durante enchentes, ausência em agendas com Lula e debates sobre repasses federais para Santa Catarina. Apesar disso, o governo estadual manteve interlocução com Brasília em temas administrativos e investimentos. A construção política do governador foi marcada por grande influência do bolsonarismo. Inicialmente, Jorginho construiu sua chapa ao Senado Federal com a deputada federal Caroline de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP). Porém, em 2025, o carioca Carlos Bolsonaro mudou seu domicilio eleitoral para São José, impondo sua própria candidatura ao Senado em detrimento da deputada, levando a um quase rompimento com setores do PL catarinense. O impasse foi contornado com a retirada do apoio à reeleição de Amin. Apesar de a situação interna do PL ter sido resolvida, o rompimento com Amin levou o senador a fazer uma aliança com João Rodrigues (PSD), eleito quatro vezes prefeito de Chapecó e uma das principais figuras políticas do interior de Santa Catarina, para construir uma chapa de direita alternativa ao projeto do PL. Em março de 2026, o prefeito de Chapecó anunciou sua pré-candidatura a governador, com Espiridião Amin sendo seu candidato ao Senado. A ascensão do bolsonarismo em Santa Catarina e a articulação política de Jorginho Mello alienaram diversos setores da política catarinense tradicional. Por exemplo, o governador escolheu como o vice em sua chapa o prefeito de Joinville, Adriano Silva, em detrimento do MDB, levando ao rompimento de Jorginho com o maior partido do estado. Por isso, partidos de centro e de direita encontraram na candidatura de João Rodrigues uma oportunidade de resgatar seu protagonismo. Rodrigues conta com o apoio do PSD, MDB e da UPB, federação formada pelo UNIÃO e PP, além de figuras históricas da política catarinense, como os ex-governadores Raimundo Colombo e Carlos Moisés e o próprio senador Espiridião Amin.
Candidatos a governador
Desistências Décio Lima (PT) — Deputado Federal por Santa Catarina (2007–2019). Retirou sua pré-candidatura para apoiar Gelson Merisio, anunciando sua pré-candidatura ao Senado. Hélio Vaz (Agir) – Radialista. Retirou sua pré-candidatura em 1o de agosto em apoio ao candidato à reeleição Jorginho Mello (PL).
Candidatos a senador
A eleição senatorial em Santa Catarina em 2026 ocorrerá em um único turno no dia 4 de outubro de 2026 com a finalidade de renovar 2/3 da representação estadual no Senado Federal do Brasil, estão em jogo as cadeiras dos senadores Esperidião Amin (PP) e Ivete da Silveira (MDB). Em 2018, Ivete da Silveira foi eleita 1a suplente do então Senador Jorginho Mello, e assumiu a cadeira de forma definitiva em 2022, quando Jorginho renunciou para concorrer o Governo de Santa Catarina. Ao contrário de Amin que garantiu que concorreria à sua reeleição, Ivete não deu certeza sobre se ela concorreria a um novo mandato. Apesar da senadora fazer parte da ala do partido que apoia o atual governador, o presidente estadual do MDB Carlos Chiodini assegurou que o partido concorreria na chapa de João Rodrigues (PSD), sendo ele próprio indicado como pré-candidato a vice-governador. Essa postura do partido indicou que Ivete está praticamente descartada dos planos da legenda. Também está na disputa Carlos Bolsonaro (PL), apostando na popularidade do seu sobrenome, já que seu pai, Jair Bolsonaro, obteve mais de 69% dos votos no estado em 2022. A pré-candidatura gerou um racha no Partido Liberal catarinense, que culminou na retirada de Espiridião Amin da chapa do PL, e a entrada de Carol de Toni. A princípio, a chapa governista contaria com Esperidião Amin e Carol de Toni. Porém, com a retirada de Amin por Carlos Bolsonaro e a candidatura de João Rodrigues ao governo, apoiado pelo PP e MDB, levou a criação de mais uma frente na disputa. A chapa de Rodrigues então tem como candidatos ao Senado Esperidião Amin (PP) e o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB).
Candidaturas retiradas Carlos Schneider (Agir) – Teve sua candidatura consequentemente retirada após o apoio do partido ao candidato à reeleição Jorginho Mello (PL).
Pesquisas de opinião
Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados no artigo citado. Todas os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.
Referências