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Com o avanço da inteligência artificial, fraudes digitais ficam mais difíceis de se identificar

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EXA | Conteúdo patrocinado
27/10/2026 11:11
Uma mensagem de um familiar pedindo dinheiro com urgência, uma promoção com desconto irresistível ou um aviso do banco sobre uma transação suspeita. Situações comuns no ambiente digital podem esconder tentativas de golpe cada vez mais difíceis de se identificar.
Inclusive, com o avanço da inteligência artificial, criminosos conseguem reproduzir vozes, imagens e até a identidade visual de empresas conhecidas, criando abordagens convincentes que podem enganar até mesmo quem está acostumado a utilizar a internet.
Diante desse cenário, Wilder Martins, head de Tecnologia da EXA, ecossistema brasileiro de cibersegurança e proteção digital, dá dicas de como identificar possíveis fraudes e evitar cair nas armadilhas dos criminosos.
Mais do que explorar falhas tecnológicas, essas fraudes se aproveitam de emoções como medo, ansiedade e expectativa para levar as vítimas a tomar decisões precipitadas. Segundo Wilder, a sofisticação dos golpes exige uma mudança de comportamento, principalmente diante de mensagens que pedem alguma ação imediata.
1. Por que até pessoas atentas, informadas e acostumadas a usar a internet acabam caindo em golpes digitais?
Isso acontece porque os golpes estão cada vez mais convincentes. O uso da inteligência artificial e de dados disponíveis na internet cria uma falsa sensação de legitimidade. Mesmo pessoas familiarizadas com o ambiente digital podem acabar caindo, especialmente em momentos de emoção.
Os criminosos utilizam elementos que tornam as fraudes mais realistas, como imagens de familiares e até a reprodução da voz de um chefe, por exemplo. Tudo isso aumenta o poder de convencimento dos golpes e faz com que até pessoas experientes e preparadas para lidar com o mundo digital se tornem vítimas.
2. O que acontece com o nosso comportamento quando recebemos uma mensagem que parece legítima, mas exige uma decisão imediata?
A primeira reação costuma ser emocional, principalmente quando a situação envolve alguém da família. Por isso, a recomendação é não agir por impulso, mesmo que a mensagem transmita uma sensação de urgência. Se você receber uma notícia pelo WhatsApp pedindo para clicar rapidamente em um link ou tomar alguma medida emergencial, o ideal é ligar diretamente para a pessoa e confirmar a informação.
Nós trocamos as ligações pelas mensagens, mas talvez seja a hora de resgatar esse hábito. Fazer uma ligação rápida para confirmar com quem estamos falando é a melhor ‘dupla verificação’ para não cair em golpes.
Afinal, se no passado os erros ortográficos entregavam a fraude na hora, hoje os golpistas usam a tecnologia a favor deles, deixando tudo muito mais convincente.
3. Muitos criminosos se passam por bancos, empresas conhecidas ou órgãos públicos. Como essa aparência de autoridade influencia a confiança de quem recebe a mensagem?
Essas situações aparecem com muita frequência nos golpes atuais, especialmente após vazamentos de dados que expõem informações de pessoas e instituições.
Em seguida, pode surgir até mesmo o chamado “golpe do golpe”, quando os criminosos usam a fraude anterior como pretexto para enganar novamente a vítima. Isso aumenta as chances de a pessoa cair rapidamente em outra armadilha.
Muitas dessas instituições informam publicamente que não fazem esse tipo de contato pelo WhatsApp. Por isso, na dúvida, a orientação é sempre falar com a EXA diretamente.
4. Um dos golpes mais conhecidos envolve alguém que se apresenta como amigo ou familiar, geralmente dizendo que trocou de número e precisa de um Pix urgente. Por que esse tipo de abordagem costuma ser convincente?
Especialmente nesse ponto, é importante entender que muitos golpes acontecem porque as próprias pessoas acabam disponibilizando informações pessoais nas redes sociais. Com esses dados, os criminosos conseguem criar abordagens mais convincentes, inclusive utilizando outros números de telefone para entrar em contato pelo WhatsApp.
Por isso, o principal cuidado deve ser com aquilo que é compartilhado na internet. Publicações em tempo real, por exemplo, podem revelar informações sobre a localização, a rotina e os hábitos de uma pessoa, facilitando a ação dos golpistas.
5. Promessas de prêmios e reembolsos, assim como avisos sobre compras não reconhecidas, são frequentemente utilizados em fraudes. Como sentimentos tão diferentes, como expectativa e medo, podem levar uma pessoa a tomar decisões precipitadas?
Os golpistas exploram muito o lado emocional das pessoas e o senso de urgência para induzi-las a tomar decisões por impulso. Isso também acontece com as falsas promoções, especialmente quando o público é atraído por ofertas e descontos.
Um produto anunciado pela metade do preço, por exemplo, pode despertar o interesse imediato do consumidor e fazer com que ele deixe de avaliar os riscos. Por isso, é importante desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado.
Se um produto está sendo vendido por um preço muito mais baixo do que o habitual, é preciso questionar se aquela promoção é realmente legítima antes de realizar qualquer compra.
6. Os golpistas conseguem reproduzir a linguagem, a identidade visual e até o tom de comunicação de empresas legítimas. O que torna essas mensagens tão difíceis de identificar?
Até pouco tempo atrás, existiam alguns elementos que nos ajudavam a identificar possíveis golpes, como uma letra errada no endereço de um site ou erros de português em uma mensagem. Hoje, com o avanço da tecnologia, ficou muito mais fácil reproduzir a identidade de uma empresa.
Os criminosos conseguem copiar marcas, criar mensagens muito semelhantes às comunicações oficiais e utilizar elementos visuais praticamente idênticos aos verdadeiros. Dessa forma, conseguem construir uma identidade falsa que transmite credibilidade e dificulta a identificação da fraude.
7. Como a rotina acelerada, o excesso de notificações e a familiaridade com transações digitais contribuem para que as pessoas deixem de perceber sinais de fraude?
As pessoas precisam ser treinadas para reconhecer possíveis ameaças, e isso é especialmente importante no ambiente corporativo. É fundamental orientar os profissionais sobre os riscos de phishing (ataque cibernético em que os golpistas se passam por instituições ou pessoas confiáveis para roubar dados confidenciais ou instalar programas ou códigos maliciosos), explicar como esses ataques acontecem e ensinar a identificar tentativas de fraude. Isso inclui cuidados básicos, como não clicar em qualquer link recebido por e-mail ou WhatsApp e saber reconhecer uma ação maliciosa.
Na maioria dos ataques, existe um fator humano envolvido, seja alguém que clicou em um link suspeito ou que acabou expondo um arquivo com senhas e informações confidenciais, por exemplo.
Por isso, além de investir em tecnologia, as empresas precisam preparar as pessoas para identificar essas situações e evitar que se tornem vítimas de golpes.
8. Como verificar se uma mensagem realmente foi enviada por um banco, uma empresa ou alguém conhecido, sem depender das informações presentes no próprio contato suspeito?
Como regra de segurança, os bancos não solicitam transações ou senhas por meio de aplicativos de mensagens. Qualquer pedido com tom de urgência é um sinal de alerta e os links enviados não devem ser acessados.
Para evitar fraudes, o usuário deve sempre recorrer aos canais oficiais da instituição. Uma forma segura de confirmar se uma abordagem é legítima é fazer a checagem diretamente com a EVA, pelo WhatsApp no número (11) 97015-1000.
9. Como a EVA, da EXA, pode ajudar o usuário a verificar uma mensagem suspeita antes de tomar uma decisão?
A EVA é um recurso gratuito, baseado em inteligência artificial que ajuda as pessoas a identificarem possíveis golpes. A ferramenta analisa o conteúdo das mensagens, a origem dos textos e os links recebidos, verificando se uma URL pode ser falsa ou se a mensagem apresenta características semelhantes às de outras fraudes. Também permite consultar se um endereço de e-mail já foi exposto em vazamentos de dados.
A proposta é oferecer um recurso de apoio para momentos em que o usuário recebe uma mensagem suspeita e não sabe como agir. Além disso, pode-se recorrer à EVA para receber orientações práticas sobre quais medidas caso a fraude já tenha acontecido.
10. Em quais situações do cotidiano a EVA pode ser utilizada e como funciona, na prática, o processo de consulta?
O uso é simples, fácil e intuitivo, sem grandes dificuldades. O usuário pode fazer perguntas livremente, inclusive enviar mensagens de áudio, e a ferramenta analisa as informações para oferecer uma resposta e orientar sobre possíveis riscos.
Lembre-se que a principal recomendação é parar e analisar a situação com calma antes de tomar qualquer decisão. Estamos acompanhando como a IA tem acelerado e tornado os golpes cada vez mais sofisticados, e o mundo corporativo precisa se proteger na mesma velocidade.


