É o bicho!

Como a pele dessas raças nasce frágil, a limpeza sem químicas fortes e a hidratação viram o principal escudo contra a dermatite

Daniel Lima

14/09/2026 02:00

Magnific

Cerca de 15% dos cães no mundo sofrem com a dermatite atópica devido a uma barreira cutânea que já nasce geneticamente mais frágil aos alérgenos, a depender da raça. A veterinária Kathia Soares explica que quando o responsável opta por um pet com histórico de sensibilidade na pele, caso de shih tzu, pug e bulldogs, o monitoramento deve ser preventivo, e não apenas nos momentos de crise.

Entenda

- Raças como shih tzu, pug e golden retriever nascem com mutações que deixam a pele mais frágil e propensa à dermatite.

- Essa falha natural reduz a proteção do corpo, facilitando a perda de água e a entrada de ácaros, poeira e pólen.

- Apesar da causa ser genética, as crises intensas geralmente são engatilhadas por ambientes sem ventilação, excesso de poeira e produtos de limpeza.

- Para controlar o problema, o pet precisa de banhos com hidratação específica, antipulgas rigorosamente em dia e um ambiente livre de tapetes e cortinas empoeiradas.

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O pet traz alegria ao lar
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Cuidar da dieta do seu pet é importante para promover saúde
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Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor
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A ração tradicional todos os dias pode parecer pouco atraente para os cães
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É preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais
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Feita com mais de 3 mil tutores e veterinários em 11 países, a pesquisa Perspectivas sobre Prurido Canino (MSD Saúde Animal) mostrou que a dermatite alérgica afeta a qualidade de vida de 39% dos cães e 31% das famílias. A condição já representa 27% de todas as consultas globais.
Raças populares como shih tzu, lhasa apso, golden retriever, labrador e pug lideram as estatísticas de atendimento clínico relacionados a problemas de pele. Embora cães sem raça definida (SRD) também sejam afetados pela condição crônica, essas linhagens específicas exigem atenção redobrada.
O alto índice acontece porque esses animais apresentam mutações que reduzem a produção de lipídeos e proteínas no corpo. Sem essa estrutura firme, a pele do bicho funciona como uma peneira, facilitando a perda de água e a entrada de pólen, ácaros e poeira no organismo.
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As dobras na pele de cães como bulldogs e pugs acumulam umidade e calor, o que agrava o risco de inflamações e piora as crises de dermatite
O peso da anatomia no avanço da dermatite
No caso dos cachorros braquicefálicos, como os bulldogs franceses e os bulldogs ingleses, as dobras na pele pioram o quadro de dermatite. Elas aumentam a umidade e o calor na pele, criando o cenário ideal para inflamações e infecções causadas por fungos e bactérias.
Segundo a especialista, a herança genética dita o comportamento da pele, mas as crises severas costumam ser engatilhadas dentro de casa. “Espaços com pouca ventilação, excesso de poeira e alta umidade favorecem a proliferação de ácaros que penetram facilmente a barreira cutânea já fragilizada”, detalha Kathia.
Manter a casa sem poeira e retirar todo o excesso de produtos de limpeza do chão ajuda a afastar os gatilhos da dermatite
Limpeza da casa ajuda no controle da dermatite
Sabendo da deficiência natural da proteção, os cuidados exigem que o responsável avalie itens do ambiente doméstico que acumulam sujeira, como carpetes, cortinas pesadas e caminhas com enchimento difícil de higienizar.
Além de evitar a poeira, os produtos químicos usados na limpeza da casa demandam cautela diária para não irritar as patas e o focinho. Sobre o uso de produtos de limpeza, a orientação da especialista é clara: “O importante é removê-los por completo do ambiente em que o animal ficará”.
Manter o remédio antipulgas em dia e usar produtos de hidratação profunda nos cria uma barreira artificial que alivia a dermatite
Banhos e remédios antipulgas bloqueiam a dermatite
Manter a higiene em dia é indispensável, pois os cães atópicos precisam de banhos frequentes com produtos específicos para remover os alérgenos dos pelos. Essa limpeza exige hidratação veterinária profunda para tentar repor a barreira que a genética não forneceu.
A prevenção contra parasitas impede que novas alergias alimentem a dermatite. Uma única picada de pulga ou carrapato já é suficiente para desencadear um processo inflamatório generalizado em uma pele sensível.
Para finalizar, a limpeza do ambiente precisa focar na qualidade do ar e dos tecidos. O uso de aspiradores de pó com filtros eficientes e a lavagem dos cobertores do pet com sabão neutro diminuem o contato com os microrganismos gatilhos.

