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Muse: o que esperar do agente de IA da Meta no Brasil
Muse: o que esperar do agente de IA da Meta no Brasil · Imagem: Source: olhardigital.com.br

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Muse: o que esperar do agente de IA da Meta no Brasil
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A Meta estreou nos Estados Unidos o Muse, um agente de inteligência artificial criado para realizar tarefas em nome do usuário. A ferramenta pode enviar e-mails, pesquisar produtos e reservar viagens, além de manter contexto ao longo do tempo.

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A novidade ainda não chegou oficialmente ao Brasil. Mesmo assim, empresários brasileiros já discutem como agentes desse tipo podem mudar compras, atendimento e a relação entre empresas e consumidores.

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Imagem da matéria: Muse: o que esperar do agente de IA da Meta no Brasil · Imagem: O agente da Meta pode pesquisar produtos e assumir parte da jornada de compra do consumidor. Imagem: gorodenkoff/iStock

O agente da Meta pode pesquisar produtos e assumir parte da jornada de compra do consumidor. Imagem: gorodenkoff/iStock

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Muse: o que esperar do agente de IA da Meta no Brasil · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Um assistente que age de forma contínua

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Diferentemente de chatbots que respondem a comandos, o Muse foi desenvolvido para executar tarefas e manter contexto ao longo do tempo. Para Alexandre Bernat, cofundador da Vetto, essa evolução aponta para os chamados agentes persistentes.

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“Até aqui, a maior parte dos agentes funcionava dentro de uma sessão”, afirma em nota. Segundo Bernat, a tendência é que esses sistemas permaneçam conectados a serviços como e-mail, agenda e comércio eletrônico, interpretando novas informações e tomando determinadas ações sem que o usuário precise iniciar uma conversa a cada vez.

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Eduardo Petrelli, CEO da Agent.Shop, vê espaço para esse modelo no mercado brasileiro. “O brasileiro já compra por conversa há anos”, diz.

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Nesse formato, parte da jornada que hoje depende de uma conversa entre consumidor e vendedor pode ser assumida pelo agente.

Agentes como o Muse podem assumir etapas de compras e atendimento, mudando a relação entre consumidores e empresas no comércio.
Agentes como o Muse podem assumir etapas de compras e atendimento, mudando a relação entre consumidores e empresas no comércio. · Imagem: A chegada dos agentes de IA pode criar uma nova camada entre consumidores e empresas. – Imagem: jackpress/Shutterstock

Muse pode ser um desafio para as empresas

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Muse: o que esperar do agente de IA da Meta no Brasil · Imagem: Source: olhardigital.com.br

A mudança também afeta as companhias. Elas precisarão decidir como seus sistemas vão receber agentes que acessam plataformas em nome dos clientes.

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O episódio envolvendo a Amazon mostra uma dessas dificuldades. A varejista bloqueou o acesso do Muse, alegando violação de seus termos de uso e questões relacionadas à forma como o agente acessava sua plataforma.

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Outro caso, esse envolvendo o youtuber Matt Robb, também levantou dúvidas sobre os limites de autonomia do Muse. Como comentamos aqui no Olhar Digital, ao deixar o agente cuidar da venda de um produto no Facebook Marketplace, Robb descobriu que o sistema havia combinado a retirada com um comprador e compartilhado seu endereço sem que ele soubesse do encontro. O episódio chamou atenção porque a IA tomou uma decisão com impacto no mundo real sem uma nova intervenção do usuário.

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A Meta afirma que o Muse deve pedir autorização antes de ações consideradas sensíveis e que as tarefas realizadas ficam registradas. A empresa também mantém o Sentinel, sistema separado que pode autorizar, bloquear ou interromper determinadas conexões e ações.

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Para Allan Paladino, CEO da Lastro, existe ainda um dilema comercial.

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“Se tem um usuário fazendo a compra com um produto através desses agentes, o anúncio não vai chegar para o usuário. Dessa forma, o valor do anúncio perde relevância e a empresa perde uma parte da receita”, afirma.

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Entre os pontos que as companhias precisarão considerar estão:

- integração de agentes com catálogos e sistemas de compra;

- identificação de interações feitas por agentes;

- limites para ações realizadas sem nova confirmação;

- impacto sobre publicidade e atendimento.

A chegada dos agentes de IA pode criar uma nova camada entre consumidores e empresas. – Imagem: jackpress/Shutterstock

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Uma mudança ainda em estágio inicial

Rodrigo Murta, CEO da Looqbox, considera o Muse parte de uma tendência de popularização dos agentes entre pessoas sem conhecimento técnico. A proposta é oferecer uma ferramenta pronta, sem exigir que o usuário configure a infraestrutura necessária.

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“Ele vem praticamente pronto para ser o seu agente e o seu assistente pessoal. É bem legal ver que a gente está entrando em um momento com aquela visão mais futurista, em que você realmente tem um agente do seu lado que pode fazer coisas por você. E essa é exatamente a proposta do Muse”, explica.

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O caso do Marketplace mostra que a expansão desses agentes envolve não apenas conveniência, mas também questões sobre autorização, privacidade e controle. Para as empresas, isso significa adaptar sistemas, atendimento e processos de compra a uma tecnologia que pode agir em nome do consumidor.

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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Tags: compras online Inteligência Artificial meta Muse