João Almirante: "Consórcio Maracanã negar o direito do Vasco é agir contra o edital"

A Justiça do Rio de Janeiro indeferiu o pedido de tutela de urgência do Vasco para obrigar a Fla-Flu Serviços S.A. a disponibilizar o Maracanã para a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para o dia 20 de outubro.

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Na decisão expedida na manhã desta segunda-feira, a juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, entendeu que ainda não estão presentes os requisitos necessários para a concessão da liminar. O principal fundamento foi a existência de divergência entre os laudos técnicos apresentados pelas partes sobre as condições e a recuperação do gramado do Maracanã.
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Enquanto o Vasco sustenta que a realização da partida não causaria dano irreversível ao gramado, a concessionária do estádio apresentou laudos e pareceres apontando risco à recuperação do campo e incompatibilidade com o calendário de utilização do Maracanã. Ainda cabe recurso no Tribunal de Justiça.
A juíza ressaltou ainda que a negativa da liminar não representa uma rejeição definitiva da tese do Vasco, mas que não é possível resolver a questão da controvérsia técnica sobre o gramado com uma decisão liminar.
"Não se trata, portanto, de afirmar que o direito alegado seja inexistente, mas sim de reconhecer que, no atual estágio processual, não há elementos suficientemente seguros para afirmar sua probabilidade"
Vasco, Maracanã — Foto: Dikran Sahagian/Vasco
A magistrada citou uma manifestação da Polícia Militar anexada pela concessionária que apontava a viabilidade da realização da partida no Estádio Nilton Santos. Segundo a decisão, o parecer utilizado pelo Vasco apenas comparava as condições de realização da partida entre Maracanã e São Januário, sem analisar a possibilidade de outras alternativas.
O Vasco precisa definir o estádio da semifinal até dez dias antes da realização da partida; ou seja, até o dia 10 de outubro. Caso o duelo seja fora da cidade do Rio de Janeiro, a Conmebol impõe a necessidade de uma definição com até 15 dias antes. O prazo se encerraria nesta segunda-feira, portanto.
Em paralelo à disputa pelo Maracanã, o Vasco busca viabilizar a partida em São Januário. A prioridade do Vasco é atuar contra o Boca Juniors na Colina. O estádio, porém, não cumpre os requisitos da Conmebol, que exige capacidade mínima de 30 mil lugares para jogos de semifinais continentais.
Pedrinho, presidente do Vasco — Foto: Vinicius Silva/AGIF
Na última sexta-feira, o clube recebeu parecer positivo do Corpo de Bombeiros para aumentar a capacidade do estádio para 24 mil lugares, o que foi considerado um passo importante internamente, mas que ainda não garante que o duelo será no estádio.
Antes, o Vasco já tinha recebido parecer positivo de órgãos da Prefeitura para a realização do jogo em São Januário. Para oficializar um pedido à Justiça para ter o estádio, o clube ainda precisa da aprovação da Polícia Militar. O órgão, porém, deu a entender nos bastidores que prefere a realização da partida no Maracanã. As conversas seguem.
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