Hilary Atwood Knight (Palo Alto, 12 de julho de 1989) é uma jogadora profissional de Hóquei no gelo norte-americana que joga pelo Seattle Torrent na Liga Profissional de Hóquei Feminino (PWHL). Ela também foi capitã da Seleção dos Estados Unidos de Hóquei Feminino. Amplamente considerada uma das maiores jogadoras da história do hóquei feminino, Knight detém inúmeros recordes tanto no hóquei internacional quanto em ligas nas quase duas décadas que esteve em atividade. Com a seleção dos Estados Unidos, Knight conquistou 10 medalhas de ouro no Campeonato Mundial Feminino da IIHF, o maior número já conquistado por qualquer jogadora de hóquei, e detém os recordes do torneio em gols, assistências e pontos. Ela é cinco vezes medalhistas olímpicas, tendo conquistado ouro em 2018 e 2026 e prata em 2010, 2014 e 2022. Ela foi porta-bandeira dos Estados Unidos na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. Em 2023, ela se tornou a primeira jogadora na história do Campeonato Mundial Feminino da IIHF a ultrapassar 100 pontos na carreira e foi nomeada a primeira a receber o prêmio de Jogadora Feminina do Ano da IIHF. Ela conquistou múltiplos prêmios de MVP do torneio, incluindo nos Campeonatos Mundiais de 2015 e 2016, onde também foi a maior pontuadora. No hóquei profissional, ela venceu a primeira Isobel Cup com o Boston Pride da PHF em 2016. Na temporada 2024–25 da PWHL, ela empatou com Sarah Fillier na liderança da liga com 29 pontos, ganhando o prêmio de Líder de Pontos. Knight foi capitã tanto da equipe estadunidense (2023–2026) quanto do Boston Fleet (2023–2025), antes de se tornar a primeira jogadora e capitã do time de expansão Seattle Torrent em 2025. Além de suas conquistas no gelo, Knight tem sido uma defensora de destaque pela equidade e sustentabilidade no hóquei profissional feminino, desempenhando um papel fundamental na formação da Professional Women's Hockey Players Association (PWHPA) e na criação da PWHL. Ela recebeu três prêmios de Jogadora Feminina do Ano Bob Allen da USA Hockey (2014, 2022, 2025) e foi incluída na lista Forbes 30 Under 30 em 2018.
Carreira profissional
Boston Blades (CWHL), 2012–2015 Selecionada como a quarta escolha geral pelo Boston Blades no draft da CWHL de 2012, Knight teve impacto imediato em sua temporada de estreia no hóquei profissional. Durante a temporada de 2012–13, ela registrou 32 pontos em 24 jogos, com as Blades conquistando tanto o título da temporada regular quanto a Clarkson Cup. Knight se tornou a primeira jogadora nascida nos Estados Unidos a ganhar o prêmio de Jogador Mais Valioso (MVP) da CWHL, além ser a maior pontuadora nos playoffs, com Boston derrotando o Montreal Stars na final do campeonato. Ao longo de suas três temporadas com o Blades, de 2012 a 2015, Knight totalizou 29 gols e deu 33 assistências em 41 jogos da temporada regular. Knight ajudou a levar os Blades ao segundo título da Clarkson Cup em 2015, quando Boston terminou a temporada regular com o melhor recorde da CWHL, com 15-2-1-6. Na final da Clarkson Cup de 2015 novamente contra o Montreal Stars, Knight marcou um hat-trick no Jogo 2 e terminou com cinco pontos, ajudando Boston a garantir uma liderança confortável na série de jogos da decisão do título. Durante seu tempo com os Blades, Knight também fez história como a primeira patinadora (não goleira) a treinar com um time da NHL, ao treinar com o Anaheim Ducks na temporada 2014–2015.
Boston Pride (NWHL), 2015–2018 Em 25 de setembro de 2015, Knight começou a atuar pelo Boston Pride da NWHL, integrando a recém-formada liga profissional em sua temporada inaugural. Em seu primeiro jogo com o Boston Pride, ela marcou o primeiro gol do time e depois marcou um segundo gol no mesmo jogo. A habilidade ofensiva de Knight continuou ao longo da temporada, liderando a liga em pontuação, tornando-se a primeira campeã de pontuação da história da NWHL e se estabelecendo como uma das melhores jogadoras da liga. Nos playoffs, Knight marcou o gol da vitória na prorrogação no Jogo 1 das finais da Isobel Cup de 2016. Boston conquistou a primeira Isobel Cup, com Knight desempenhando um papel central na conquista do primeiro campeonato profissional para a franquia. Knight continuou a mostrar seus talentos nas festividades do All-Star da liga, participando do 1o e 2o Jogo All-Star da NWHL. Durante seu tempo do Pride, Knight foi uma figura proeminente da NWHL, ajudando a elevar o perfil do hóquei profissional feminino tanto por meio de seu desempenho no gelo quanto de sua defesa da existência e continuidade da liga.
Les Canadiennes de Montreal (CWHL), 2018–2019 Em 8 de março de 2018, o Les Canadiennes de Montreal anunciaram que Knight se juntaria à equipe a tempo da campanha dos playoffs da CWHL de 2018. Knight retornou ao Les Canadiennes para a temporada completa 2018–19 da CWHL, integrando um elenco que a reuniria com Marie-Philip Poulin, marcando a primeira vez em suas carreiras que as duas rivais que se tornaram companheiras de equipe jogariam juntas. Knight e Jill Saulnier tiveram atuações impressionantes nos playoffs, impulsionando o ataque das Les Canadiennes durante toda a campanha nos playoffs. Les Canadiens avançaram para a final da Clarkson Cup de 2019 para enfrentar o Calgary Inferno, embora tenham jogado sem a capitã Marie-Philip Poulin, que ficou de fora devido a uma lesão na parte inferior do corpo sofrida no último jogo da temporada regular. Montreal perdeu para Calgary por 5 a 2. Foi a terceira vez em quatro anos que as duas equipes se enfrentaram na final da Canadian Women's Hockey League.
Professional Women's Hockey Players Association (PWHPA), 2019–2023 Em 2 de maio de 2019, mais de 200 jogadoras de hóquei feminino anunciaram, por meio de postagens coordenadas nas redes sociais, que boicotariam qualquer liga profissional na América do Norte para a temporada 2019–2020. As mulheres pro trás do movimento #ForTheGame incluíam Knight, Marie-Philip Poulin, Amanda Kessel, Sarah Nurse, Lee Stecklein, Rebecca Johnston, Shannon Szabados, Natalie Spooner e Noora Räty. As jogadoras afirmaram que estavam "se unindo, não apenas como jogadoras individuais, mas como uma voz coletiva para ajudar a navegar o futuro" do hóquei profissional feminino. Em 20 de maio de 2019, as jogadoras formaram a Professional Women's Hockey Players Association (PWHPA) como uma organização sem fins lucrativos. Foi fundamental, junto com suas colegas na criação da PWHPA e atuou como uma defensora firme da criação de uma liga profissional sustentável de hóquei feminino na América do Norte. A PWHPA organizou a "Dream Gap Tour", que percorreu várias cidades do Canadá e dos Estados Unidos, apresentando eventos de envolvimento comunitário e jogos de exibição onde as melhores jogadoras do esporte competiriam. O primeiro jogo foi realizado em Toronto de 21 a 22 setembro de 2019, com as jogadoras divididas em equipes capitaneadas por Rebecca Johnston, Brianne Jenner, Liz Knox e Marie-Philip Poulin. Em maio de 2022, a PWHPA assinou uma carta de intenção com a Billie Jean King Enterprises e Mark Walter Group para explorar o lançamento de uma liga profissional de hóquei feminino. Em fevereiro de 2023, a PWHPA organizou um sindicato formal — a PWHLPA — para representar as jogadoras e negociar um acordo coletivo para a nova liga, e em junho o Mark Walter Group adquiriu a Premier Hockey Federation. O comitê de negociação da PWHPA — composto por Kendall Coyne-Schofield, Brianne Jenner, Hilary Knight, Liz Knox e Sarah Nurse — negociou com os novos proprietários da liga por cinco meses antes da ratificação do acordo coletivo em julho de 2023. Knight faz parte do comitê executivo do sindicato das jogadoras da PWHL.
Boston Fleet (PWHL), 2023–2025 Knight assinou com a PWHL Boston em 7 de setembro de 2023, sendo um dos primeiros jogadores da nova liga, sendo nomeado capitão inaugural da equipe em 2 de janeiro de 2024. Durante a primeira temporada da liga, Knight enfrentou uma lesão no tornozelo, o que ficou evidente nas estatísticas com seis gols e cinco assistências em 24 jogos, mas foi fundamental para construir a base do time enquanto Boston fez uma forte campanha dos playoffs. Knight levou a equipe às finais da Walter Cup na primeira temporada da PWHL, embora tenham acabado perdendo para o Minnesota Frost no Jogo 5 da série de campeonato. Knight se recuperou na temporada 2024–25, demonstrando suas habilidades de elite mostrando ser uma das jogadoras mais velhas da liga, aos 35 anos. Ela registrou 15 gols e deu 14 assistências durante a temporada regular, com seus 29 pontos igualando-se a Sarah Fillier na liderança da liga, conquistando o prêmio de Líder de Pontos, além de ser uma das três jogadoras a serem finalistas para o prêmio de Atacante do Ano da PWHL. Knight liderou os atacantes da PWHL em tempo de gelo, com média de quase 22 minutos por jogo, jogando sem lesões após tratar um problema no tornozelo da temporada anterior. O tempo de Knight em Boston chegou a um fim surpreendente quando o Fleet a deixou desprotegida durante o processo de expansão da PWHL, ao invés protegeram Aerin Frankel, Megan Keller e Alina Müller.
Seattle Torrent (PWHL), 2025–presente Durante a expansão da liga antes da temporada 2025–26, Knight assinou um contrato de um ano com o Seattle Torrent em 4 de junho de 2025, tornando-se a primeiro jogadora a se juntar ao novo time. Em 14 de novembro de 2025, Knight foi nomeado a primeira capitão da franquia. Como capitã, Knight fez sua estreia em casa pelo Torrent em 28 de novembro de 2025, diante de um recorde de 16.014 torcedores na Climate Pledge Arena, estabelecendo vários marcos: o maior público em um jogo de hóquei feminino em uma arena nos EUA, superando o recorde anterior de 14.288 espectadores, e o jogo em casa com maior público da história da PWHL. Knight refletiu sobre a importância do momento, afirmando: "Há algo em Seattle que é simplesmente tão especial... Um sonho realizado, tipo de momento que você pede um beliscão para ter certeza que está acordada."
Referências