Andréa Sorvetão processa Globo, e emissora rebate acusações

23 set 2026 - 08h35

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- Por: Everton Henrique / Licenciado de Contigo

Resumo

A Globo classificou como absurda a ação judicial movida por Andréa Sorvetão, que cobra indenizações por direitos de imagem em reprises, DVDs e no streaming de "Os Trapalhões". Em sua defesa, a emissora alegou que os contratos antigos já autorizavam as reexibições e que os repasses devidos foram feitos à Renato Aragão Produções, a quem caberia qualquer acerto. A Globo também apontou a prescrição das queixas e negou irregularidades, enquanto a produtora de Aragão ainda aguarda para se manifestar.

A Globo Comunicação e Participações apresentou à Justiça sua defesa no processo movido por Andréa Sorvetão, que cobra valores relacionados ao uso de sua imagem em conteúdos de Os Trapalhões. Segundo a coluna Fábia Oliveira do Metrópoles, a manifestação da emissora foi protocolada em 20 de julho. A ex-paquita de Xuxa entrou com a ação em fevereiro de 2025 contra empresas envolvidas na produção do humorístico, incluindo a Renato Aragão Produções Artísticas (RA), alegando que não recebeu pelos diferentes formatos em que os episódios foram posteriormente explorados.

Globo chama ação de Andréa Sorvetão de 'absurda' e apresenta defesa na Justiça

Foto: Contigo

A discussão envolve contratos assinados por Andréa Sorvetão em 1991 e 1992. De acordo com a ação, os documentos estabeleceriam a participação da RA como locadora e da Globo como locatária, mas os pagamentos teriam contemplado apenas as gravações e as primeiras exibições. A artista afirma que não foi remunerada por reprises na televisão, pela exibição no Canal Viva, pela plataforma Globoplay ou pela comercialização em DVD. Ela também questionou a presença de antigos comerciais da Hering entre episódios disponibilizados no streaming e pediu indenizações por danos materiais e morais.

Emissora questiona cobranças e aponta prescrição

Na defesa, a Globo classificou como "absurda" a versão apresentada pela ex-paquita e afirmou que os contratos já autorizavam reprises, reexibições e comercializações sem limite. A emissora declarou ainda que os pagamentos correspondentes foram realizados durante décadas à RA Produções, conforme as regras estabelecidas nos documentos assinados. Por isso, sustentou que qualquer divergência sobre valores deveria ser discutida diretamente entre Andréa e a empresa ligada a Renato Aragão, sem cobrança direta contra a Globo.

Outro argumento apresentado pela emissora envolve a prescrição. A Globo destacou que algumas das explorações citadas ocorreram décadas antes da abertura do processo, incluindo reprises iniciadas há cerca de 30 anos, a comercialização dos DVDs há aproximadamente 17 anos e a chegada do conteúdo ao streaming há cerca de sete. A empresa também mencionou a "Supressio", conceito jurídico relacionado à perda da possibilidade de exercer determinado direito após longo período de inércia.

No caso dos comerciais da Hering, a Globo afirmou que a negociação sobre eventual remuneração caberia à RA Produções. A emissora também contestou a multa solicitada e negou a existência de ato ilícito. Enquanto isso, a produtora de Renato Aragão ainda não havia apresentado sua defesa nos autos. A empresa recebeu uma correspondência no início de setembro, dando início ao prazo para manifestação judicial.
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