A embaixadora da Alemanha no Brasil, Patricia Flor, afirmou estar ansiosa para acompanhar as eleições de outubro no país. A declaração foi feita durante a celebração do Dia da Unidade Alemã, em Brasília, em um discurso que passou pela história dos dois países e também por temas do atual cenário internacional.“Em outubro, haverá eleições no Brasil. Estou ansiosa para ser uma testemunha da história”, afirmou.Ao falar sobre o processo eleitoral, Patricia Flor destacou que cabe aos brasileiros escolher o próximo presidente e seus representantes e defendeu que a decisão das urnas seja respeitada internacionalmente.“É o direito soberano do povo brasileiro escolher o seu presidente e os seus representantes do povo. E esse direito deveria ser respeitado por todas as outras nações”, declarou.A diplomata também chamou a atenção para o risco de interferências externas nos processos políticos. Segundo ela, as democracias precisam resistir a “tentativas de influência externa ilegítima”.Ao olhar para a história recente do Brasil, Flor elogiou a capacidade do país e de suas instituições de atravessar períodos difíceis.“Nos últimos 40 anos, os brasileiros e sua democracia comprovaram estar à altura até mesmo de difíceis desafios. Suas instituições constitucionais mostraram-se fortes e resilientes”, disse.A embaixadora ressaltou ainda que eleições livres e justas são uma demonstração da força das instituições, “independentemente de quem as vence”, e sinalizou que a Alemanha pretende manter a cooperação com o próximo governo brasileiro.“Teremos satisfação em cooperar com o futuro presidente do Brasil e seu governo”, afirmou.As referências ao Brasil fizeram parte de um discurso marcado também pela memória da reunificação alemã, oficializada em 3 de outubro de 1990. Patrícia Flor lembrou a queda do Muro de Berlim, que durante décadas dividiu a cidade e se tornou um dos maiores símbolos da Guerra Fria.Ao recordar aquele período, falou sobre as populações que reivindicaram liberdade, democracia e Estado de Direito nos países que viviam sob regimes autoritários e traçou um paralelo com a experiência brasileira após a ditadura.“Uma comunidade democrática precisa ser, a cada dia, preservada e conquistada para o futuro”, afirmou.O cenário internacional também esteve presente na fala. Patrícia Flor abordou a situação na Europa e o apoio dos países europeus à Ucrânia, relacionando os desafios atuais à experiência histórica do continente e à defesa da soberania. A guerra voltou a colocar questões de segurança e estabilidade no centro das preocupações europeias.A diplomata também fez referência à situação no Oriente Médio, ampliando o discurso para os conflitos e tensões que hoje desafiam a comunidade internacional.A celebração do Dia da Unidade Alemã em Brasília reuniu convidados para lembrar um dos momentos mais importantes da história recente do país. Mais de três décadas depois da reunificação, a data serviu não apenas para recordar a queda das divisões do passado, mas também para colocar em pauta os desafios que permanecem no presente.Fique por dentro das principais notícias que movimentam a Diplomacia e Embaixadas. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp










