Ministro quer verificar condições psicológicas de trabalhadores antes de reabertura

24 set 2026 - 08h25

(atualizado às 08h38)

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Resumo

O Coliseu de Roma permanecerá fechado pelo menos até 26 de setembro após a morte de Andrea Moretti, operário de 22 anos que caiu de 10 metros durante obras no local. O Ministério Público abriu investigação por homicídio culposo, constatando que a vítima usava arnês sem a corda fixada. Em luto e sob protestos sindicais por segurança, o ministro da Cultura suspendeu as atividades para apurar o caso e prestar apoio aos funcionários, decisão lamentada pela premiê Giorgia Meloni.

- Protesto diante do Coliseu de Roma pede justiça por Andrea Moretti

Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O Coliseu de Roma, atração turística mais visitada da Itália, deve ficar fechado pelo menos até o próximo sábado (26) devido à morte de um trabalhador de 22 anos.

O acidente ocorreu por volta da meia-noite (horário local) da última quarta-feira (23), quando Andrea Moretti, que trabalhava na instalação de um novo sistema de iluminação, caiu de uma altura de cerca de 10 metros. Ele chegou a ser socorrido pelos serviços de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

"Antes de determinar a reabertura ao público do Parque Arqueológico do Coliseu, que permanecerá fechado também na sexta-feira [25], o ministro da Cultura, Alessandro Giuli, reserva-se o direito de verificar o rumo das investigações em curso e de se reunir com trabalhadores e trabalhadoras para verificar se suas condições psicológicas são compatíveis com a reabertura", disse uma fonte da pasta.
Inicialmente, o parque arqueológico interditou o setor do segundo anel do Coliseu onde ocorreu o acidente, mas, no fim da manhã da última quarta, Giuli ordenou o fechamento de todo o monumento, em sinal de luto. Mais tarde, a medida foi prorrogada também para esta quinta (24). Já as obras no sistema de iluminação foram interrompidas.
O Ministério Público de Roma abriu uma investigação por homicídio culposo, e investigadores constataram que Moretti estava vestido com um arnês, equipamento de segurança para trabalhos em altura, mas sem a corda presa.
Uma autópsia no corpo do funcionário foi marcada para a próxima segunda (28). Enquanto isso, sindicatos realizaram um protesto diante do Coliseu por mais segurança no trabalho, e funcionários do monumento se apresentaram nesta quinta, mesmo com o anfiteatro fechado ao público, com faixas de luto nos braços.
Em nota, a premiê Giorgia Meloni definiu o incidente como "inaceitável" e expressou condolências à família e aos colegas de Moretti. "Desejo que o ocorrido seja esclarecido plenamente, no tempo mais breve possível. Morrer aos 22 anos é inaceitável, ainda mais quando isso acontece no local de trabalho", acrescentou.
O Coliseu é o maior anfiteatro romano do mundo e foi concluído no ano 80 d.C., pelo imperador Tito. O local era usado para eventos como lutas de gladiadores e combates contra animais selvagens e tinha capacidade para cerca de 50 mil espectadores.
Em 2025, o monumento e o sítio arqueológico adjacente receberam cerca de 15 milhões de visitantes, no topo do ranking de atrações turísticas mais populares da Itália.
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