A Coligação Desperta São Paulo entrou, nesta quinta-feira (1º/10), com um mandado de segurança no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para garantir a realização da caminhada com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), marcada para o sábado (3/10), na Avenida Paulista.O subprefeito da Sé, coronel da reserva da Polícia Militar Marcus Vinicius Valério, interpretou o ofício do TRE-SP n. 1194/2026 como uma proibição de ocorrer qualquer evento que impeça a livre circulação de veículos na Avenida Paulista nos dias 3 e 4, 24 e 25 de outubro, primeiro e segundo turno das eleições, respectivamente.A Coligação do PT ainda solicitou um pedido realizar o comício na rua Augusta, na perpendicular com a Paulista. Mas o pedido também foi barrado. Leia também São PauloNunes critica caminhada petista na Paulista: “Querem criar confusão” São PauloPT cita “confusão criada pela prefeitura” e mantém ato com Lula na Paulista BrasilGlobo cancela debate entre candidatos a presidente após decisões judiciais Segundo o PT, a decisão foi imposta “de maneira abusiva”, porque “a rua Augusta sequer consta do aludido ofício” que trata sobre a abertura da Paulista. A sigla também que explica que a decisão do TRE-SP determina que a liberdade de locomoção seja garantida apenas no domingo (4/10) durante a votação — que se inicia às 8h e termina às 17h, de acordo com o horário de Brasília.“Quanto ao dia 3, a solicitação é para que a avenida Paulista não fique impedida e isso não ocorrerá com a realização da caminhada”, reforça a Coligação Desperta São Paulo.Veja o que o Coligação Desperta São Paulo, do PT, solicitaA concessão de tutela de urgência para sustar o ato que proibiu a realização da caminhada, garantindo a sua realização na rua Augusta, no dia 3, com encontro a partir das 10h e início da caminhada às 11h, e percurso no sentido Centro.A expedição de ofício à Polícia Militar e à CET nesse sentido, com a recomendação de que sejam realizadas as tratativas e ajustes com a organização do evento, para que a concentração não prejudique o trânsito na avenida Paulista, bem como para garantir que a caminhada transcorra pela rua Augusta.No mérito, a confirmação da liminar deferida, com a sustação do ato que proibiu a realização do evento.O mandado de segurança foi distribuído para a juíza Maria Claudia Bedotti e aguarda decisão.Prefeitura tentou barrar caminhada com Lula na PaulistaA Prefeitura de São Paulo diz que a caminhada na Avenida Paulista marcada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Haddad (PT), para este sábado (3/10) a partir das 10h, não está autorizada.A restrição, porém, contraria requerimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que pediu ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) a liberação total da via — ou seja, sem eventos — apenas no domingo (4/10), para o bom andamento das eleições.Segundo a gestão Nunes, a via deverá ficar desimpedida em tempo integral nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. O prefeito é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.A justificativa para a proibição é uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). No entanto, conforme publicação no Diário Oficial, o decreto engloba apenas os domingos, dias do primeiro e segundo turno das eleições.Segundo o PT, houve uma reunião e a subprefeitura assinou uma ata liberando o uso da Paulista para sábado. A caminhada começará na avenida, na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, às 10h, e depois seguirá pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, onde haverá palco e carro de som.Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Subprefeitura da Sé, informou que “nenhum evento poderá ser realizado na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro”, assim como nos dias 24 e 25, o segundo turno do pleito. “Fica também impedida a montagem de carreta de som e palco no endereço”, afirmou o comunicado.Apesar de o requerimento do TRE-SP fazer menção apenas aos domingos do primeiro e segundo turnos, a gestão Nunes diz que a negativa atende à requisição do TRE-SP. “O objetivo desta medida é evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas”, explicou a administração municipal.A Prefeitura de São Paulo também rejeitou um pedido do PT para realizar um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) durante a apuração do primeiro turno.







