Fábia Oliveira

O empresário se manifestou após um pedido da credora para acessar o patrimônio de empresas a ele vinculadas; saiba detalhes

Fábia Oliveira

03/10/2026 09:00

Reprodução/Redes sociais

A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que a batalha judicial entre Chiquinho Scarpa e uma clínica médica ganhou novos contornos. O empresário se manifestou após um pedido da credora para acessar o patrimônio de empresas a ele vinculadas.

Relembre o caso

Em 2025, Chiquinho Scarpa foi condenado a pagar cerca de R$ 215 mil à Clínica de Anestesiologia e Dor de São Paulo. O valor era referente a sete meses de hospitalização e 10 cirurgias realizadas pelo famoso e foi cobrado na Justiça em 2023. Desde a sentença, a instituição passou a lutar para receber os valores.

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Como já revelado pela coluna, em julho, a clínica apresentou um pedido para atingir o patrimônio de três empresas controladas por Chiquinho Scarpa e cobrar a dívida que já chega a R$ 320 mil, pelo valor atualizado. Alegou haver confusão patrimonial e citou como exemplo a mansão de R$ 120 milhões do empresário, registrada em nome de uma das empresas. Segundo a clínica, as sociedades seriam usadas para blindar o patrimônio de Scarpa.
Manifestação de Chiquinho Scarpa
Na resposta juntada aos autos em 18 de setembro, Chiquinho Scarpa alegou que as três empresas envolvidas no caso foram constituídas décadas antes do surgimento de sua dívida, bem como a aquisição de sua mansão por uma das sociedades, em 1963, fatos que impossibilitariam constrições em seus patrimônios. O empresário sustentou ser descabida a acusação de blindagem patrimonial, uma vez que ele não poderia ter adquirido o imóvel através de uma empresa com o propósito de frustrar uma dívida que sequer existia à época.
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O empresário argumentou, também, que o fato de residir em um imóvel de uma de suas empresas não implica, automaticamente, em confusão patrimonial. Ele afirmou não haver qualquer prova de movimentações atípicas, de assunção de débitos pessoais pelas empresas ou confusão de contas que evidenciem fraudes ou “mistura” dos patrimônios.
Scarpa alegou, ainda, que a medida requerida pela Clínica de Anestesiologia é desproporcional. Ele disse ser irrazoável a intenção de atingir uma mansão à venda por R$63 milhões a fim de satisfazer um débito de “apenas” R$ 320 mil. Em complemento, Chiquinho disse existirem alternativas menos gravosas e radicais para resolver a dívida, como, por exemplo, a penhora de cotas sociais ou de frutos e dividendos.


