A campanha do presidente Lula tenta reabrir o diálogo com Ciro Nogueira (PP-PI) de olho em um eventual segundo turno, diante da possibilidade do fim da neutralidade da Federação União Progressista. Além de procurar diretamente o senador, o ministro José Guimarães e o presidente do PT, Edinho Silva, buscam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ajudar na interlocução.A relação sofreu desgaste depois da passagem de Lula por Teresina. Havia nos bastidores uma expectativa de não agressão no Piauí, mas, no ato de 9 de setembro, o presidente pediu voto explicitamente para os dois adversários de Ciro ao Senado, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), e afirmou que não aceitava “vira-lata” ao seu lado.A declaração repercutiu entre aliados de Ciro e passou a pesar nas conversas sobre a posição da Federação União Progressista em um eventual segundo turno.Ao blog, Ciro afirmou que a decisão sobre o fim ou não da neutralidade será tomada em uma reunião da federação marcada para 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno. Presidente nacional do PP e vice-presidente da federação, o senador deve defender, no encontro, apoio a Flávio Bolsonaro (PL). No Planalto e na campanha, porém, a avaliação é que o posicionamento dos partidos do centrão não estará definido apenas pela disputa presidencial.As composições nos estados terão peso nas negociações. Por isso, aliados de Lula avaliam que será preciso esperar o resultado do primeiro turno e saber onde haverá segundo turno para os governos estaduais, antes de medir quais apoios poderão ser atraídos nacionalmente.Foi justamente essa lógica regional que ajudou a sustentar a neutralidade da União Progressista no primeiro turno: a federação liberou seus integrantes para fazer alianças diferentes nos estados.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp








