A fintech incorpora IA para detectar operações suspeitas e fortalece seus controles de segurança e proteção de dados.

Por: Angel Sebastián López Uriostegui

12 de outubro de 2026 - 18:08 Hrs

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A inteligência artificial ganha terreno na prevenção do fraude financeiro

A detecção de operações suspeitas e a proteção dos dados pessoais tornaram-se prioridades para as instituições financeiras que operam em canais digitais. O crescimento dos pagamentos eletrônicos e das transferências ampliou as possibilidades de acesso a serviços financeiros, mas também impõe maiores exigências no que tange à prevenção de fraudes e cibersegurança.

No México, os reclamos relacionados a possíveis fraudes financeiros mantêm o foco na capacidade das instituições de identificar operações irregulares, responder oportunamente e proteger seus usuários. Durante o primeiro semestre de 2026, os reclamos por possível fraude perante a Comisión Nacional para la Protección y Defensa de los Usuarios de Servicios Financieros (Condusef) somaram 43 mil 871 casos, um aumento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2025, conforme as cifras consignadas na informação setorial disponível para esta análise.

Diante desse cenário, a inteligência artificial (IA) começa a ocupar um lugar relevante nas estratégias de segurança financeira. Sua capacidade de analisar grandes volumes de dados, reconhecer padrões de comportamento e gerar alertas pode ajudar as instituições a identificar movimentos incomuns e fortalecer seus mecanismos de prevenção.

Broxel incorporou ferramentas de análise de dados e monitoramento transacional para identificar padrões, gerar alertas preventivos e reforçar a detecção de possíveis operações fraudulentas dentro do seu ecossistema financeiro digital. A empresa também utiliza automação inteligente para agilizar processos internos e melhorar os tempos de resposta na prestação de serviços.

O fraude digital aumenta a pressão sobre as instituições

A segurança financeira é um dos desafios centrais da digitalização. À medida que mais usuários realizam operações por meio de aplicativos e plataformas eletrônicas, as instituições precisam fortalecer seus controles para proteger os recursos e as informações que circulam em seus sistemas.

Os registros de reclamações no primeiro semestre de 2026 mostram que o desafio atinge diversos participantes do mercado. Nesse período, as Sociedades Financieras Populares (Sofipos) acumularam mil 12 reclamações; as Sociedades Financieras de Objeto Múltiple (Sofomes), 656; e as instituições de fundos de pagamento eletrônico (IFPE), 519, conforme os dados incluídos no material de referência.

O impacto econômico também representa uma preocupação para os usuários. As informações citadas no documento indicam que, durante 2026, as instituições financeiras reembolsaram mil 265 milhões de pesos, enquanto a recuperação média equivalia a 24 pesos por cada 100 pesos perdidos devido ao fraude.

Esses números destacam que a prevenção é fundamental. Embora os mecanismos de atendimento e reembolso sejam relevantes quando ocorre um incidente, detectar sinais de risco antes de uma operação ser concretizada pode contribuir para reduzir os impactos para os usuários e as instituições.

Em escala internacional, o Fundo Monetário Internacional alertou sobre a relevância dos riscos cibernéticos para o setor financeiro. A exposição de sistemas, cartões e transferências eletrônicas exige a manutenção de controles de segurança que evoluam ao ritmo das ameaças.

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Como a inteligência artificial pode ajudar a detectar operações suspeitas
Os sistemas tradicionais de prevenção de fraude costumam apoiar-se em regras e parâmetros estabelecidos para identificar operações que se afastam de determinados critérios. A inteligência artificial permite complementar esses mecanismos por meio da análise de padrões em grandes conjuntos de informações.
Em uma operação financeira, por exemplo, um sistema pode identificar comportamentos que se afastam da atividade habitual de uma conta ou detectar combinações de sinais que mereçam uma revisão adicional. O objetivo é gerar alertas oportunos e ajudar a priorizar os casos que requerem atenção.
No caso do Broxel, as ferramentas de análise de dados e monitoramento transacional fazem parte de sua estratégia para identificar padrões de comportamento e fortalecer a prevenção de fraude. A empresa afirma que aplica inteligência artificial sob controles de governança, privacidade e conformidade regulatória.
A tecnologia, no entanto, não elimina por si só o risco. Sua eficácia depende da qualidade dos dados, da atualização dos modelos, da supervisão dos alertas e da existência de procedimentos para atender aos casos identificados.
Também é necessário manter controles sobre o uso das informações pessoais e financeiras. A análise de dados deve ser realizada com medidas adequadas de proteção e dentro do marco normativo aplicável, especialmente quando se trata de informações sensíveis.
Por isso, a prevenção de fraude combina ferramentas tecnológicas com processos operacionais, supervisão e políticas de segurança.
Certificações e proteção de dados: o papel do Modelo Global CIC 4.0
Além das ferramentas de monitoramento, os padrões de segurança e as certificações auditáveis tornaram-se relevantes para avaliar os processos das empresas que administram informações e operações financeiras.
A Broxel obteve a certificação Modelo Global CIC 4.0 do Instituto Mexicano de Telemarketing (IMT), tornando-se assim a primeira empresa financeira a obter esse reconhecimento no México, conforme as informações fornecidas sobre a certificação. O modelo abrange aspectos relacionados à gestão da experiência do cliente, à transformação digital e ao atendimento omnicanal, além de elementos vinculados ao cumprimento em matéria de proteção de dados pessoais.
A companhia também conta com a certificação PCI DSS v4.0.1, um padrão de segurança para o ambiente de dados de cartões de pagamento. Esse tipo de controles ganha relevância para organizações que participam da emissão de cartões, do processamento de pagamentos e outras operações vinculadas a informações financeiras.
As certificações permitem estabelecer critérios verificáveis para avaliar determinados processos e controles. Não significam que uma organização esteja isenta de incidentes, mas podem contribuir para estruturar suas práticas de gestão, proteção de dados e conformidade.
Em um ambiente onde as empresas processam operações para múltiplos clientes, contar com procedimentos documentados e controles sujeitos a avaliação externa também pode ser um fator importante ao selecionar provedores tecnológicos.
A segurança como requisito para operar em escala
A cibersegurança já não é apenas uma questão técnica reservada às equipes de sistemas. Para instituições financeiras, faz parte da continuidade dos negócios, da proteção dos usuários e da confiança necessária para manter operações digitais.
Em empresas que prestam serviços a outras organizações, a exigência é ainda maior: uma interrupção ou uma violação pode repercutir tanto no provedor de infraestrutura quanto nos clientes que dependem de seus serviços.
Por essa razão, a estratégia de segurança da Broxel inclui mecanismos de monitoramento antifraude, proteção de informações sensíveis, criptografia e autenticação multifator, além de controles relacionados à conformidade regulatória. Essas ferramentas buscam reforçar diferentes camadas de proteção nas operações digitais.
A importância dessas capacidades também se estende às organizações que dispersam folha de pagamento, realizam pagamentos ou administram recursos por meio de plataformas eletrônicas. Nesses casos, a segurança e a rastreabilidade das operações são fatores relevantes para a continuidade dos serviços e a prestação de contas.
Um desafio compartilhado pelo setor financeiro
A expansão dos pagamentos digitais torna necessário que bancos, fintechs e provedores tecnológicos mantenham uma estratégia permanente de prevenção de fraude. A incorporação de inteligência artificial oferece novas ferramentas para analisar operações e detectar sinais de risco, mas deve ser acompanhada de controles de privacidade, supervisão e conformidade.
Para os usuários, o desafio também implica manter práticas de segurança, proteger suas credenciais e verificar as operações que realizam. A tecnologia pode contribuir a identificar comportamentos incomuns, mas a proteção dos recursos depende de um conjunto de medidas que envolve tanto as instituições quanto os próprios clientes.
Neste cenário, o investimento em cibersegurança e a adoção de padrões verificáveis tornaram-se componentes relevantes da competição entre provedores financeiros digitais.
A capacidade de processar operações de forma eficiente deve vir acompanhada de mecanismos para proteger os dados, detectar riscos e responder a possíveis incidentes. Na medida em que os serviços financeiros digitais continuarem crescendo, a segurança será uma condição indispensável para sustentar a confiança dos usuários e a continuidade das operações.
Tópicos:
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