Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (23), o presidente do Irã acusou Donald Trump de ter “uma mentalidade de intimidação”. Masoud Pezeshkian afirmou que as ameaças apenas fortaleceriam a determinação do Irã, rejeitando o aviso de Trump de que ele poderia aniquilar Teerã caso nenhum acordo fosse alcançado. O líder iraniano ressaltou que Teerã não vai se render na guerra. No entanto, ele também afirmou que o país está pronto para resolver as tensões com os Estados Unidos por meio de negociações.Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (24), Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, diz que a estratégia de negociação adotada por Trump, “de intimidar e jogar a atenção para o outro lado”, não funciona com adversários como o Irã.“Nós estamos vendo que o Irã é extremamente resiliente, tem respostas dentro da assimetria de poder que há entre o Irã e os Estados Unidos. Eles respondem sempre de maneira simétrica”, pontua. Segundo Cabral, no entanto, as condições às quais o Irã se propõe a abrir o estreito de Ormuz nenhum presidente vai aceitar, pois seria uma rendição. O especialista diz ainda que Pezeshkian foi incoerente quando falou sobre o país não buscar armas nucleares, sendo que armazenam 400 kg de urânio enriquecido a 60%, que pode ser usado para fazer uma “bomba suja”.“Há uma certa incoerência; é para manter a atenção. E veja que o Irã conseguiu. Vários países árabes e europeus apoiaram uma negociação mais ampla e uma flexibilização dos Estados Unidos. Sem falar que o Irã deveria abrir mão de apoiar grupos terroristas, de abrir mão do seu programa nuclear militar”, destaca Cabral.Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!




